Famosos enterrados no Cemitério São João Batista: história e curiosidades

São João Batista

O Cemitério São João Batista, localizado na região de Botafogo, no Rio de Janeiro, é um dos locais mais emblemáticos e históricos do Brasil.

Além de ser um espaço destinado ao repouso final de milhares de pessoas, ele ganhou fama por abrigar os túmulos de personalidades ilustres da cultura, política, artes e esportes do país.

Conhecer as histórias por trás desses personagens, o contexto de suas vidas e a importância do cemitério no cenário nacional oferece uma visão profunda sobre a cultura brasileira.

O São João Batista foi inaugurado em 1852 e ao longo dos séculos tornou-se um verdadeiro patrimônio histórico-cultural, abriga túmulos considerados verdadeiras obras de arte funerária.

O cemitério é conhecido como “cemitério das estrelas” pela quantidade de celebridades que descansam ali.

Entre os mais famosos enterrados estão nomes que marcaram a história do Brasil e do mundo, impressos na memória coletiva nacional.

Conteúdo
  1. Presidentes do Brasil que repousam no São João Batista
    1. Onde a música nunca morre
    2. Artistas, escritores e personalidades eternizadas
    3. Curiosidades e aspectos arquitetônicos

Presidentes do Brasil que repousam no São João Batista

Poucos sabem, mas o cemitério abriga vários ex-presidentes da República, entre eles figuras que marcaram diferentes períodos da história nacional:

  • Artur Bernardes, presidente de 1922 a 1926;
  • Artur da Costa e Silva, marechal e 27º presidente do Brasil, figura central da ditadura militar, falecido em 18 de dezembro de 1969;
  • Emílio Garrastazu Médici, também militar e presidente durante o regime;
  • Eurico Gaspar Dutra, que governou o país entre 1946 e 1951;
  • Floriano Peixoto, o “Marechal de Ferro”;
  • Nilo Peçanha, criador das escolas técnicas federais;
  • Carlos Luz, presidente interino em 1955, sepultado no jazigo 428-E, quadra 5.

Esses nomes transformam o local em um verdadeiro mapa político do Brasil, permitindo acompanhar parte da trajetória republicana por meio de seus monumentos de mármore e bronze.

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Onde a música nunca morre

Entre as alamedas silenciosas do São João Batista ecoam também os nomes de grandes músicos e intérpretes que eternizaram canções e ritmos do país.

  • Carmen Miranda, a eterna “pequena notável”, descansa em um túmulo simples adornado com uma estátua de Santo Antônio, uma das paradas obrigatórias dos visitantes;
  • Braguinha (João de Barro), compositor de clássicos do carnaval, está sepultado ao lado da família;
  • Waldir Azevedo, autor de “Brasileirinho”, foi trasladado para lá na década de 1990;
  • Anísio Silva, o “rei do bolero”, falecido em 1989;
  • Ademilde Fonseca, a “rainha do chorinho”, e o músico norte-americano Booker Pittman, companheiro de Ophelia, completam a harmonia eterna dessa ala musical.

Esses túmulos transformam o cemitério em um santuário da música brasileira, visitado por fãs e estudiosos da cultura popular.

Artistas, escritores e personalidades eternizadas

Além dos músicos e políticos, o São João Batista abriga uma verdadeira constelação de nomes das artes, da literatura e da televisão. Entre eles:

  • Afonso Arinos, jurista e historiador;
  • Machado de Assis, fundador da Academia Brasileira de Letras;
  • Janete Clair, consagrada autora de telenovelas;
  • Jardel Filho e João Rebello, grandes atores do cinema e da TV;
  • João do Rio, escritor e cronista carioca, conhecido por retratar os costumes urbanos do início do século XX;
  • Jamil Haddad, político;
  • Joaquim Pedro de Andrade, cineasta do Cinema Novo;
  • João Nogueira, cantor e compositor de samba;
  • Jorge José Emiliano dos Santos, o juiz de futebol “Margarida”;
  • Alzira Vargas, filha de Getúlio Vargas;
  • Ana Cristina Cesar, poetisa da geração marginal.

O visitante atento descobre, entre esculturas e epitáfios, a própria história da cultura brasileira narrada em pedra, bronze e memória.

Curiosidades e aspectos arquitetônicos

Além das personalidades, o Cemitério São João Batista se destaca pela arquitetura dos seus jazigos e mausoléus, muitos deles tombados como patrimônio histórico.

Suas esculturas e ornamentos refletem estilos que vão do neoclássico ao art déco, marcando a diversidade dos valores estéticos e artísticos ao longo das décadas.

O cemitério é, portanto, também um museu a céu aberto, atraindo turistas e pesquisadores interessados em história, arte e cultura funerária.

Referências bibliográficas

  • Ribeiro, L. (2019). Cemitérios do Rio de Janeiro: História e Patrimônio Cultural. Editora UFRJ.
  • Silva, M. P., & Campos, R. (2021). Celebração da Memória: Patrimônio Funerário no Brasil. Cultura e História.
  • Prefeitura do Rio de Janeiro. Guia Oficial do Cemitério São João Batista. 2024.
  • Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Relatório de Patrimônio Cultural. 2023.

Em História e cultura dos cemitérios temos diversos artigos sobre este tema.

Cemitério morada da paz

Apaixonado por história, simbolismo e memória, foi criado o site cemitério morada da paz sendo o idealizador e responsável, uma plataforma dedicada na divulgação de todos os aspectos que envolvem os cemitérios desde arquitetura funerária, arte tumular, rituais e culturas mortuárias, até curiosidades, histórias esquecidas e debates contemporâneos sobre morte e luto.

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