Se você está enfrentando a dor de uma perda recente durante o Réveillon, saiba que…
Cemitério Camilópolis realidade atual

O Cemitério Camilópolis, fundado em 1949, é um marco silencioso da Zona Norte de Santo André.
Conhecido oficialmente como Cemitério Sagrado Coração de Jesus, foi inaugurado para atender à crescente demanda da população do bairro e das regiões próximas, que até então precisavam atravessar longas distâncias para garantir o sepultamento de seus entes queridos.
Cemitério Camilópolis estrutura e administração
Administração pública e tradicional, o Cemitério Camilópolis mantém, até os dias atuais, serviços fundamentais: desde o sepultamento até a realização de velórios.
No entanto, é uma realidade que carrega limitações contraditórias para um espaço público:
não há estacionamento próprio, obrigando visitantes a procurarem vagas nas ruas vizinhas, um claro desconforto especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.
Além disso, a infraestrutura é datada, herança de um modelo projetado em tempos muito diferentes.
O cemitério é mantido por aproximadamente oito funcionários públicos que desempenham funções essenciais como sepultadores, motoristas, veloristas e equipe administrativa, além do serviço terceirizado de jardinagem.
Essa equipe reduzida enfrenta o desafio diário de manter o local limpo, organizado e seguro, o que faz com que o espaço seja tido como bem cuidado dentro de suas limitações físicas.
Espaço cada vez mais escasso
Outro ponto preocupante é o esgotamento quase completo do espaço para novos sepultamentos provisórios.
Com a maioria dos túmulos já adquiridos pelas famílias da região, existe hoje um apertado cenário para aqueles que buscam sepular seus entes de maneira temporária.
Tal realidade reflete não apenas a densidade populacional e o crescimento de Santo André, mas também a dificuldade em ampliar ou modernizar um espaço que não acompanhou os avanços urbanos e sociais.
A história que vem do bairro
O bairro de Camilópolis, que o cemitério serve, tem uma rica história, iniciando como Vila Splendor e posteriormente sendo nomeado em referência ao proprietário original, Camilo Caetano de Faria.
A ligação comunitária é forte, e o cemitério é ponto de memória e fé, refletida também nas histórias que cercam o local.
A menina Belinha, sepultada ali, é uma figura quase lendária: uma criança que morreu tragicamente aos seis anos, vítima de um incêndio.
Sua imagem é envolta em sentimentos e devoção, atraindo visitantes que mantêm viva sua lembrança com oferendas.
Perguntas frequentes
Qual o horário de funcionamento do Cemitério e do Velório?
O cemitério funciona das 8h às 18h, enquanto o velório está disponível 24 horas, distribuído em duas salas amplas e iluminadas, garantindo comodidade e respeito às famílias enlutadas.
O que fazer em relação ao estacionamento?
Infelizmente, não há estacionamento dentro do cemitério.
Recomenda-se buscar vagas nas ruas vizinhas, o que pode ser um transtorno em horários de maior movimento, evidenciando a necessidade urgente de melhorias.
Quais linhas de ônibus atendem o local?
Diversas linhas de ônibus passam pelo bairro e facilitam o acesso, ligando o cemitério a estações de trem e outros bairros importantes da região, como Vila Rica, Jardim Bom Pastor e Parque Capuava.
Como o cemitério é mantido?
A Prefeitura de Santo André é responsável pela administração e manutenção do local, contando com equipe própria para serviços essenciais e jardineiros externos cadastrados.
Em História e cultura dos cemitérios temos diversos artigos sobre este tema.




Deixe um comentário