O Cemitério da Consolação não é apenas um local de sepultamento. É um verdadeiro museu…
Cemitério Perus, história, memorial e legado da ditadura militar em São Paulo

O Cemitério Perus, ou Cemitério Dom Bosco, é mais do que um local de sepultamento; ele encapsula camadas da história social e política de São Paulo, desde sua fundação até seu papel na preservação da memória coletiva.
Cemitério Perus em São Paulo
Inaugurado em 1971 pelo prefeito Paulo Maluf, o cemitério surgiu para atender demandas da população da zona norte, focando em sepultamentos acessíveis para indigentes e comunidades de baixa renda.
Sua administração pela Prefeitura de São Paulo garante que ele permaneça um recurso público essencial, com uma área de 254.000 m² que o posiciona como uma das maiores necrópoles da cidade.
Essa fundação ocorreu em um contexto de expansão urbana, onde São Paulo crescia rapidamente, demandando infraestruturas funerárias.
O bairro de Perus, no extremo norte, foi escolhido por sua localização periférica, facilitando o atendimento a regiões carentes.
Ao longo dos anos, o cemitério evoluiu de um espaço simples para um complexo com instalações modernas, refletindo avanços em práticas funerárias e respeito à dignidade humana.
Tecnicamente, o Cemitério Perus opera com eficiência, registrando mais de 45.000 sepulturas e ultrapassando 150.000 sepultamentos.
Uma média de 12 enterros diários destaca sua capacidade operacional, enquanto a ênfase em sepultamentos humildes reforça seu papel social.
Causas e contexto histórico da ditadura militar
A ditadura militar brasileira, de 1964 a 1985, foi marcada por repressão sistemática contra opositores, causada por um regime autoritário que priorizava o controle ideológico.
No Cemitério Perus, isso se manifestou em sepultamentos clandestinos de mais de 1.000 desaparecidos políticos na década de 1970, enterrados em duas valas comuns.
As causas raiz incluem o medo de dissidência, com o governo oprimindo ativistas, pensadores e adversários para manter o poder.
Essa opressão derivava de um contexto pós-golpe de 1964, onde leis como o AI-5 intensificaram a censura e a violência estatal.
No cemitério, corpos eram descartados como indigentes para encobrir torturas e execuções, refletindo uma estratégia de negação plausível.
Entidades relacionadas, como o DOI-CODI, eram centrais nessa repressão, conectando o local a uma rede de violações de direitos humanos.
Explicando em detalhes, as valas clandestinas surgiram como solução para descartar evidências, causadas pela escalada de prisões arbitrárias.
Sinais práticos incluem a falta de identificação nos registros, o que perpetuou o sofrimento de famílias.
Estratégias para agir hoje envolvem apoiar comissões de verdade, como a que identificou vítimas, promovendo justiça transicional e educação sobre o período.
O memorial e sua importância na memória coletiva
Em 1993, a prefeita Luiza Erundina inaugurou um memorial no Cemitério Perus, em colaboração com a Comissão de Familiares de Presos Políticos Desaparecidos, homenageando as vítimas da ditadura.
Essa iniciativa surgiu como resposta à descoberta das valas em 1990, destacando a necessidade de rememoração.
O memorial, com sua placa de homenagem, serve como ponto focal para reflexões sobre direitos humanos, integrando entidades semânticas como justiça restaurativa.
Detalhadamente, o memorial simboliza a transição democrática, causada pela pressão de movimentos sociais pós-ditadura.
Sinais práticos de sua efetividade incluem visitas educativas e atos anuais, que educam sobre as causas da repressão.
Estratégias para agir envolvem participar de eventos memoriais, pesquisar arquivos públicos e apoiar leis que protegem sítios históricos.
Localização, acesso e instalações práticas
Localizado no extremo norte de São Paulo, na divisa com Caieiras, o Cemitério Perus beneficia-se de proximidade com o Rodoanel e a Avenida Cantídio Sampaio, facilitando o tráfego.
Essa posição periférica, causada pela expansão urbana dos anos 1970, atende comunidades locais, reduzindo barreiras logísticas.
A escolha do local derivou de demandas populacionais na zona norte, com sinais práticos como placas de sinalização para orientação. Estratégias para agir incluem planejar rotas via apps de navegação, evitando horários de pico.
Para veículos próprios, siga a Avenida Deputado Cantídio Sampaio da zona norte ou rodovias Anhanguera/Bandeirantes até o Rodoanel.
O cemitério oferece amplo estacionamento interno, com vagas abundantes, e linhas de ônibus como 8015/10 do Terminal Pirituba.
Curiosidades e o projeto do crematório
Uma curiosidade notável é o projeto original de crematório no Cemitério Perus, que gerou suspeitas durante a ditadura por potenciais usos repressivos.
Causado por planos de 1969, o projeto foi transferido para o Cemitério Vila Nova Cachoeirinha e, finalmente, para Vila Alpina, onde opera como Crematório Municipal.
Outra curiosidade é a segurança do local, sem relatos de delinquência, causada por vigilância constante. Estratégias incluem visitas diurnas para maior tranquilidade.
Instalações de velório e funcionamento diário
As instalações de velório no Cemitério Perus incluem seis salas amplas, bem iluminadas e conservadas, com funcionamento 24 horas. Causadas pela demanda por espaços dignos, elas atendem uma média de oito velórios diários.
Sinais práticos são o amplo estacionamento e a capela ecumênica, promovendo inclusão religiosa.
No local tem reservar de salas via telefone (11 3915-4513) com horário do cemitério (8h-17h).
| Contato | Detalhes |
|---|---|
| Administração | 11 3917-0893 |
| Velório | 11 3915-4513 |
| Endereço | Estrada do Pinheirinho, 860, Perus, SP, CEP 05215-000 |
Em História e cultura dos cemitérios temos diversos artigos sobre este tema.




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